C E P
Modificação e Validação de Soluções Plásticas Existentes

Orgânicos

Cultivo protegido de tomate, alface e pepino para uma produção orgânica mais produtiva, segura e estável.

Cultivo de hortaliças orgânicas em ambiente protegido

O projeto

O projeto compara a produção orgânica de tomate, alface e pepino em ambiente protegido e em campo aberto. O objetivo é elevar a produtividade, reduzir custos e minimizar perdas associadas ao clima, a pragas e a doenças.

Os experimentos acompanham a rotação entre tomate italiano e grape, cultivares de alface crespa e pepino japonês, avaliando tanto o desempenho produtivo quanto a economicidade dos sistemas.

Além de comparar os ambientes de cultivo, o projeto gera bases científicas para recomendações de manejo e para a tomada de decisão dos produtores, com foco em maior estabilidade produtiva, redução de riscos e viabilidade da produção orgânica.

Resultados e impactos do cultivo protegido

Os resultados econômicos obtidos com tomate mostram diferenças importantes entre o cultivo em estufa e em campo aberto.

Tomate italiano | Grazianni

3,23×
a receita obtida no campo
Campo R$ 1.167,69 MCU*: -R$ 2,63
Estufa R$ 3.768,99 MCU*: R$ 8,45

Tomate grape | Sweet Heaven

2,63×
a receita obtida no campo
Campo R$ 2.063,24 MCU*: R$ 4,58
Estufa R$ 5.431,43 MCU*: R$ 28,89
*MCU = margem de contribuição unitária.

O que o projeto avalia

O estudo acompanha diferentes componentes do sistema produtivo para entender onde o cultivo protegido gera ganhos e quais ajustes são necessários para sua adoção.

Ambiente protegido x campo aberto

Comparação direta entre estufa e campo aberto na produção orgânica de tomate, alface e pepino, considerando produtividade, perdas e exposição a riscos climáticos.

Rotação de culturas

Avaliação do ciclo produtivo da rotação de tomate italiano e grape, cultivares de alface crespa e pepino japonês.

Sistema orgânico de produção

Análise de um modelo de cultivo baseado na saúde do solo, na biodiversidade e no equilíbrio ecológico, integrado às condições de produção em estufa.

Produtividade e economia

Além do desempenho agronômico, o projeto acompanha indicadores econômicos para avaliar a viabilidade do cultivo protegido e apoiar decisões de investimento.

Por que plasticultura nos orgânicos?

Os filmes plásticos utilizados nas estufas funcionam como uma ferramenta de manejo do ambiente de cultivo. Ao reduzir a exposição direta às chuvas e a outras variações climáticas, o cultivo protegido pode aumentar a estabilidade da produção e criar condições mais favoráveis para o manejo de hortaliças orgânicas.

Potencial de expansão

Os métodos avaliados podem ser adaptados a outras hortaliças, regiões produtoras e diferentes condições de cultivo, a partir de validações locais e ajustes de manejo.

Onde se aplica

A aplicação é nacional, com foco inicial nas regiões Sul e Sudeste, onde há forte presença da produção de hortaliças. O projeto compara três culturas em dois ambientes de produção.

Quem se beneficia

Produtores e cooperativas, técnicos e extensionistas, empresas fornecedoras de estufas, filmes, insumos e mudas, além de instituições de pesquisa e ensino.

Equipe do projeto

O projeto reúne 12 pesquisadores e bolsistas. Entre os integrantes responsáveis pelo desenvolvimento e pela validação das soluções estão:

  • LíderFabrício RossiUSP/FZEA
  • Santino Seabra JúniorUnesp Botucatu
  • Vitor Augusto FortiUFSCar Araras
  • Filipe Pereira Giardini BonfimUnesp Botucatu
  • Thiago Langeli da SilvaCEP — Centro de Engenharia da Plasticultura
  • Gabriel Marostegan RuffinoCEP — Centro de Engenharia da Plasticultura
  • Franciely da Silva PonceCEP — Centro de Engenharia da Plasticultura

Quer saber mais sobre o projeto?

O CEP apresenta os resultados do projeto Orgânicos em dias de campo, feiras e eventos técnicos. Entre em contato para parcerias, informações técnicas e divulgação.

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